Apresentação acontece no dia 2 de setembro, com solo da violinista Elisa Fukuda e regência de Celso Antunes

Considerada pela imprensa e crítica especializada como uma das mais importantes orquestras de câmara do Brasil, a Camerata Fukuda comemora 25 anos de atividade ininterrupta com concerto no dia 2 de setembro (segunda-feira), na Sala São Paulo (SP). Sob a regência do maestro titular Celso Antunes, o conjunto irá interpretar peças emblemáticas do repertório camerístico, de autoria de Franz Schubert, Igor Stravinsky, J.S.Bach e A. Dvorak.

 

A Camerata Fukuda honra a tradição dos melhores conjuntos, impondo alto nível técnico e artístico a seus integrantes, tendo sido reconhecida e laureada em 1991 com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de “Melhor Conjunto Nacional do Ano”.

 

“Esta longevidade deve-se à completa comunhão de objetivos entre a direção artística (Elisa Fukuda), o regente titular (Celso Antunes) e o Colégio ETAPA, que vem apoiando nosso trabalho há mais de 20 anos”, destaca o maestro.

 

Formação & Sonoridade

Fundada, em 1988, pela violinista Elisa Fukuda e por Celso Antunes, reúne 20 jovens – selecionados de acordo com avanço técnico e experiência de conjunto e de música de câmara –, muitos deles vencedores de diversos concursos nacionais, como Prêmio Eldorado de Música, Concurso Nelson Freire, Jovens Solistas da OER, Concursos de Piracicaba,  Juiz de Fora, “Prelúdio” da TV Cultura. “A sonoridade característica da Camerata Fukuda é definida pela origem de seus jovens músicos. Durante estes 25 anos de existência, todas as gerações de jovens músicos foram formadas no âmbito da Escola Fukuda, através de seus professores Yoshitame e Elisa Fukuda. Este fator de unificação é a garantia maior de homogeneidade técnica do ensemble”, frisa Antunes.

 

Ao longo de uma temporada anual, o trabalho da Camerata se divide entre alguns concertos secundários e a temporada “principal” de concertos, que coincide com a vinda anual do maestro Celso Antunes ao Brasil. “Para todas estas atividades, contamos com a preparação geral de Elisa Fukuda e com a importante colaboração de nosso regente assistente, Ugo Kageyama”, afirma Antunes.

 

Como é a identidade sonora da Camerata Fukuda? “Sonoridade ampla e generosa no repertório romântico, vivacidade nas articulações e cuidados no fraseado no barroco, sempre respeitando o estilo de cada época das obras”, destaca Elisa Fukuda.

 

Repertório & performances

Com repertório eclético, que transita de Bach a Piazzola, passando por Dvorak, Tchaikovsky, Mozart, Respighi, Villa Lobos, Britten e Camargo Guarnieri, a Camerata Fukuda já tocou sob a batuta de importantes maestros, como Eleazar de Carvalho, John Boudler, Roberto Minczuk, Ernani Aguiar, Marcos Arakaki, Roberto Tibiriçá e Paulo Nogueira.

 

Suas performances também já contaram com solistas de ponta, como Miha Pogacnik, Michael Faust, Ilton Wjuniski, Giuliano Montini, Gilberto Tinetti, Peter Dauelsberg, Zygmunt Kubala, Raiff Dantas, Marta Herr, Davi Graton, entre outros.

 

Em 2001, além de participar do Festival de Inverno de Campos do Jordão, a Camerata Fukuda se apresentou no evento “Encontro das Américas”, acompanhando os solistas de metais da Filarmônica de Nova York.

 

Em 2002, na temporada de concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), na Sala São Paulo, a Camerata Fukuda apresentou “As Quatro Estações de Vivaldi”, com solo de Elisa Fukuda.

 

O grupo mantém atividade constante com concertos pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e em Brasília. Em São Paulo, mantém concertos regulares no Teatro São Pedro, Cultura Artística e Theatro Municipal.

 

O conjunto gravou cinco CDs – “As Quatro Estações”, de Vivaldi; Concertos para violino, de J.S.Bach; “Convergências”, com obras de compositores brasileiros; Shostakovitch e Haydn no Theatro São Pedro, gravação ao vivo, e em 2009, “Camerata Fukuda 20 anos” com obras de Vivaldi, Hayakawa, Hindemith e Britten.

 

Elisa Fukuda

Natural de São Paulo, iniciou os estudos de violino aos quatro anos de idade com seu pai, Yoshitame Fukuda. Prosseguiu os seus estudos com Johannes Oelsner e Maria Vischnia. Transferiu-se para a Europa, graduou-se, obtendo o Diploma Superior de Violino no Conservatório Superior de Música de Genebra (Suíça), na classe de Corrado Romano, e em seguida obteve o Primeiro Prêmio de Virtuosidade “Com Distinção e Felicitações do Júri”.

 

Participou dos Cursos de Alta Interpretação dos mestres Nathan Milstein, Henryk Szering, Arthur Grumiaux e aperfeiçou-se com Sandor Vegh, no Mozarteum de Salzburg.

 

Elisa Fukuda apresentou-se nas mais importantes salas de concerto do Brasil e da Europa como solista e recitalista, destacando-se os solos com a Orchestre Philharmonique George Enesco de Bucareste, O rquestra de Câmara de Moscou e as principais orquestras do Brasil. Foi membro do Trio Dell’Arte (com o pianista Giuliano Montini e o violoncelista Peter Dauelsberg) com o qual fez turnê na Argentina, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Açores. Além da atividade didática que vem desenvolvendo na Escola Fukuda, é também Diretora Artística da Camerata Fukuda. Em janeiro de 2002 formou o Quarteto Camargo Guarnieri. Sua discografia é composta por 12 CDs gravados com o Trio Dell’Arte, Camerata Fukuda, Quarteto Camargo Guarnieri, Duo Fukuda-Montini e Duo Fukuda-Astrachan. Gravou também na Rádio Suisse Romande, Rádio e TV Cultura de São Paulo e TV Educativa do Rio de Janeiro. No início de maio deste ano, foi lançado o CD “C.Franck-Camargo Guarnieri” do Duo com a pianista Vera Astrachan (selo Clássicos). Para este segundo semestre, está previsto o lançamento do CD “Integral dos Quartetos de Camargo Guarnieri” (selo ABM) com o Quarteto C. Guarnieri.

 

Elisa Fukuda recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira, entre os quais se destacam o de “Melhor Solista do Ano” pela APCA, Prêmio Carlos Gomes na categoria “Solista Instrumental”, além dos prêmios com o Trio Dell’Arte, Camerata Fukuda e Quarteto C. Guarnieri. Em 1999 participou da Banca Julgadora do Concurso Íbero Americano de Violino em Cuba e em 2003 do Concurso de Liuteria em Querétaro (México).

 

Em julho de 2003 foi convidada a participar do corpo docente do 1º Festival “Instrumenta Verano”, em Puebla (México). Foi Professora Residente do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, participou das Oficinas de Curitiba, Festival de Jaraguá, de Vale Vêneto e também tem ministrado aulas no Festival de Montanhas (Poços de Caldas).

Desde 2005, Elisa Fukuda é professora da Escola Superior de Música da Faculdade Cantareira.

 

Em dezembro de 2013, Elisa Fukuda irá se apresentar no Metropolitan Museu m de Nova York como solista junto à Orquestra St-Luke no programa “Back to Bach”, interpretando os concertos Brandenburgueses de J.S. Bach, tendo como regente João Carlos Martins.

 

Celso Antunes

Celso Antunes é maestro titular da Camerata Fukuda, professor de Regência Coral da Haute École de Musique de Genève e regente associado da Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP).

 

Estudou regência na Musikhochschule Köln, na Alemanha. De 1994 a 1998, foi regente titular da Neues Rheinisches Kammerorchester, em Colônia, e do conjunto belga de música contemporânea Champ d’Action (1994-1997). Como diretor artístico e regente titular da National Chamber Choir, da Irlanda, fez uma gestão (2002-2007) que foi considerada pelo Irish Times uma “idade de ouro para o canto coral profissional na Irlanda”. Flexibilidade é a palavra chave do maestro, que em seu repertório amplo traz música coral da renascença, trabalhos orquestrais dos séculos 18 e 19 e música contemporânea, da qual é defensor devoto. Essa militância o levou a envolver-se com muitos conjuntos renomados de música contemporânea, como o Nieuw Ensemble, o Ensemble Modern e o Tippett Ensemble (do qual continua diretor musical). Ele já regeu, entre muitos outros, trabalhos de Michael Tippett, Wolfgang Rihm, Jonathan Harvey, Hans Zender, Brice Pauset e Lera Auerbach.

 

Por muitos anos, Celso Antunes tem sido figura ativa na cena europeia de concertos. Suas participações em festivais incluem o Donaueschinger Musiktage, o Flanders Festival, a Musikbiennale de Munique, a Kurt-Weill-Fest, em Dessau, e o November Music.

 

Antunes trabalha regularmente com alguns dos principais corais da Europa, entre os quais o SWR Stuttgart Vocal Ensemble, o BBC Singers, em Londres, e o Vlaamse Radio Koor, em Bruxelas. Entre os maestros com quem já trabalhou estão artistas importantes como Sir Simon Rattle, Zubin Mehta, Mariss Janssons, Charles Dutoit, Peter Eötvös, Sylvain Cambreling e Marin Alsop.

 

Atua, ainda, com frequência como regente convidado de orquestras importantes, como a Filarmônica de Bruxelas, a NDR Radio Philharmonic, de Hanover, a Manchester Camerata e a Gelders Orkest.   Gravou para a Hänssler Klassik um CD com músic as de Joaquin Turina, ao lado da mezzo soprano Lucia Duchonova e da NDR Radio Philharmonic, de Hanover. O trabalho foi indicado ao Grammy. Antunes gravou igualmente um CD no selo BIS com a Netherlands Radio Choir.  Em 2010, estreou como regente convidado na South Jutland Symphony, na Dinamarca, na Radio Kamer Filharmonie e na Holland Symfonia, na Holanda.

Serviço

Camerata Fukuda

Concerto Comemorativo dos 25 anos na Sala São Paulo

Quando: 2 de setembro

Horário: 21h

Local: Sala São Paulo

Ingresso: R$20,00 inteira/ R$10,00 meia-entrada. Vendas pelo Ingresso Rápido.

 

Programa

Franz Schubert – Overture em dó menor para cordas

Igor Stravinsky – Concerto em ré para cordas

J.S.Bach – Concerto para violino em lá menor, BWV 1041/ Solista: Elisa Fukuda

Antonin Dvorak – Serenatas para cordas em mi maior

 

Críticas e impressões

“Sobre as ‘Quatro Estações’, as execuções foram de nível superlativo sob todos os pontos de vista. Quem adentrasse o recinto sem prévio aviso, poderia julgar que se tratava de um conjunto instrumental tipo internacional: ’Virtuosi di Roma’, ‘I Musici’,’Societá Corelli’.”

Diário Popular (SP) – José da Veiga Oliveira (1990)

 

“Não é um grupo que apenas toca as ’notas certas nos lugares certos’ (que já não é tarefa pequena) mas muito mais, mantendo uma coesão completa dos seus integrantes e atingindo perfeição nos mínimos detalhes, o que acaba por diferenciar o trabalho desta camerata. Fraseado, dinâmica e afinação, vitalidade e respiração são alguns componentes que levam o público a ‘sorrir internamente’ quando ouve este grupo.(…)”

Maestro John Boudler (1994)

 

“As Quatro Estações, com uma pitada de romantismo e muita competência. (…) Afinação correta, unanimidade de ataques, solidariedade no fraseado e consecução cantante do material melódico são algumas das características mais salientes do atual trabalho da Camerata Fukuda.”

Jornal da Tarde (SP) – J. Jota de Moraes (1992)

 

“Vigor, disciplina e qualidade técnica.(…) O produto final alcançado nesta gravação prova o nível internacional destes concertistas paulistanos.”

Jornal de Brasília – Rodrigo Leitão (1992)

 

“ ‘O Divertimento para Cordas’, de Bela Bartok, uma peça dificilmente executada no Brasil, devido a complexidade de sua escrita. A Camerata Fukuda é talvez o único conjunto brasileiro capaz do virtuosismo exigido nessa peça.”

Folha de S.Paulo – Álvaro Machado (1992)

 


 



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